quarta-feira, 23 de outubro de 2013

quinta-feira, 18 de abril de 2013

O que será que Jesus escrevia no chão diante a mulher adúltera?(Jo. 8, 1-11)


Sempre me perguntei o que Jesus escrevia no chão diante uma situação tão complicada que acontecia a sua frente, de uma mulher que estava sendo acusada de adultério, preste a ser apedrejada por aqueles que a acusavam.
Por quê escreveria? Não haveria coisa melhor para Jesus fazer naquele momento?
Realmente não haveria.
Aquela mulher se encontrava na pior situação que um dia poderia viver, estava totalmente desprotegida, humilhada e sem forças para reagir. Se encontrava no fundo do poço, não existia nível menor para descer.
Jesus aparentava estar muito calmo e tranquilo, talvez quisesse passar tranquilidade aquela que se encontrava em pânico, e assim se inclina a frente da mulher e começa a escrever no chão.
Demorei a perceber que o que Jesus escrevia naquele momento não possuía valor, mas o gesto de se inclinar possuía enorme valor para aquela mulher.
Jesus se fazia com ela, se inclinava para que de alguma maneira chegar ao nível daquela que se encontrava ao chão, aos olhos da condenação e ao mesmo tempo lhe passar tranquilidade.
Mas em seguida Jesus se ergue em defesa da mulher e profere a celebre frase:
“ Quem de vós estiver sem pecado, seja o primeiro a lhe tirar uma pedra (Jo. 8, 7b)”
E aqueles que eram acusadores, se tornavam a partir de então acusados.
Somente Jesus possui essa capacidade, de reverter o que parecia não ter jeito. Inclinando e erguendo-se perante a pecadora devolvia a esperança aos olhos daquela mulher.
Jesus se inclinava e erguia-se perante a pecadora, não ao pecado e por isso se inclinava mais uma vez para que agora ao ergue-se, ergue-se consigo não mais uma mulher a adúltera, mas simplesmente uma mulher (Jo. 8, 10a).
A salvação entrou na vida daquela mulher não no momento que Jesus ergueu-se em sua defesa perante aos que lhe acusavam, mas quando Jesus se ergue pela segunda vez estando a sós com ela, perguntando-lhe:
“Mulher, onde estão os que te acusavam? Ninguém te condenou? (Jo 8, 10b)”
Jesus ao expressar a palavra “ninguém” incluía ela mesma.
Pois o que aquela mulher havia feito lhe causaria um mal tão grande que jamais conseguiria dar o perdão a si mesma.
Mas tendo encontrado Jesus e feito a experiência do amor de Deus em sua vida, na situação que se encontrava, o peso da condenação não pousava mais em seus ombros.
O perdão dado a si própria já acontecia, mas precisava a perdoada tomar consciência disso, então Jesus lança a pergunta, e assim ela assumindo essa verdade em sua vida responde de maneira correta:
“Ninguém Senhor. Disse-lhe então Jesus: Nem eu te condeno. Vai e não tornes mais a pecar” (Jo. 8, 11)”
Para que o perdão a alcançasse em sua vida, precisava o auto-perdão acontecer.
Jesus então investia encheio na cura interior daquela mulher.
Jesus nada fazia por incompleto e sempre fazia com um objetivo.
Me deparando com tudo isso percebi que o que Jesus escrevia não me interessava mais a saber, pois se fosse interessante o próprio evangelista escreveria em seu evangelho, mas comecei a me interessar muito e a cada dia que passa ainda mais, pelo objetivo que possuía Jesus ao escrever no chão.
Pablo CN

quinta-feira, 4 de abril de 2013

O derramamento do Espírito em Pentecostes e a Virgem Maria


O derramamento do Espírito Santo em Pentecostes esta intimamente relacionado com a Virgem Maria, Mãe do Senhor.
O derramamento do Espírito Santo em Pentecostes e a sua relação com a Virgem Maria.Em obediência a Jesus Cristo, os apóstolos e discípulos estavam reunidos em oração com a Virgem Maria no cenáculo em Jerusalém, à espera do derramamento do Espírito (Cf. At 1, 14). Cinquenta dias depois da sua ressurreição de Jesus, Ele enviou o Espírito Santo na festa de Pentecostes (cf. At 2, 1ss). Neste acontecimento se cumpriu a profecia de Joel narrada nos Atos dos Apóstolos: “Sobre os meus servos e sobre as minhas servas derramarei naqueles dias do meu Espírito e profetizarão” (At 2, 18). No Pentecostes teve início a Igreja. Muitos receberam o Espírito do Senhor e começaram a falar em línguas e a profetizar. Pessoas, como Pedro e outros, receberam o dom da pregação e começaram a anunciar a Boa Nova de Jesus, que está vivo e ressuscitado, à direita de Deus (cf. At 2, 14ss). O Senhor suscitou homens e mulheres cheios do Espírito, que começaram a anunciar a Palavra de Deus, Jesus Cristo vivo e ressuscitado.
O Senhor fundou a Sua Igreja sob o fundamento dos Apóstolos. Estes, juntamente com outros discípulos, entre eles a Virgem Maria, estavam reunidos em oração como pediu Jesus. Nesse contexto de comunhão de vida e de oração aconteceu o Pentecostes, o derramamento do Espírito Santo sobre esses homens e mulheres de Deus. A partir desse derramamento do Espírito, começaram as manifestações do Espírito: as profecias, o dom de línguas, os milagres e prodígios.
Estes homens e mulheres, cheios do Espírito Santo, são os servos e servas do Senhor. Estes servos e servas são aqueles que o Pai chamou, por Jesus Cristo, no Espírito Santo. Batizados no Espírito, estes homens e mulheres de Deus profetizarão, realizarão milagres e prodígios (cf. At 2, 18-19). Porém, os servos e servas do Senhor dos dias de hoje, que somos nós, não podem perder a sua essência, que é anunciar Jesus Cristo pelo poder do Espírito Santo.
No Pentecostes, os apóstolos, os discípulos começaram a falar em línguas (cf. At 2, 4), a profetizar, a realizar milagres e prodígios. Estas manifestações maravilhosas do Espírito Santo aconteceram porque entre aqueles homens e mulheres estava a Mãe de Jesus, intercedendo para que Ele nos enviasse o Seu Espírito. Não nos enganemos pela presença discreta da Virgem Maria. Pois, o acolhimento da Mãe do Senhor, pela fé e pela razão, em nossas vidas nos faz dóceis ao Espírito do Senhor.
Assim, o Pentecostes aconteceu a partir dessa primeira comunidade reunida para orar (Cf. At 1, 14). Nos unamos em oração, numa comunhão de vida e de oração, pedindo a Virgem Maria um novo derramamento do Espírito Santo. Nos confiemos a Nossa Senhora, para que, como ela, sejamos cheios do Espírito. Peçamos a ela um coração semelhante ao da Virgem Maria, pois somente com um coração humilde como o dela nos deixaremos conduzir pelo Espírito do Seu Filho. Consagremos a nossa vida a Jesus Cristo pelas mãos da Mãe do Senhor, para que cheios do Espírito realizemos a vontade do Pai. Pois, não basta falar em línguas, profetizar, realizar milagres e prodígios, se não fazemos a vontade de Deus. Cheios do Espírito, anunciemos Jesus Cristo vivo e ressuscitado, acendendo nos corações a esperança da felicidade definitiva no Reino dos Céus.

domingo, 31 de março de 2013

Ressucitou, aleluia!


Ressuscitou!!! Jesus está vivo! Aleluia!!!
Na Páscoa,  celebramos a ressurreição de Jesus. A vitória do bem sobre o mal; da graça sobre o pecado; da vida sobre a morte. Páscoa significa passagem (do hebraico Pessach).
A Páscoa é uma festa cristã que celebra a ressurreição de Jesus Cristo. Depois de morrer na cruzseu corpo foi colocado em um sepulcroonde ali permaneceu, até sua ressurreição, quando seu espírito e seucorpo foram reunificados. É o dia santo mais importante da religião cristã, quando as pessoas vão àsigrejas e participam de cerimônias religiosas. Muitos costumes ligados ao período pascal originam-se dos festivais pagãos da primavera. Outros vêm da celebração do Pessach, ou Passovera Páscoa judaica. É uma das mais importantes festas do calendário judaico, que é celebrada por 8 dias e comemora o êxododos israelitas do Egito durante o reinado do faraó Ramsés IIda escravidão para a liberdade. Um ritual de passagem, assim como a “passagem” de Cristo, da morte para a vida. No portuguêscomo em muitas outras línguas, a palavra Páscoa origina-se do hebraico Pessach. Os espanhóis chamam a festa de Pascua, os italianos de Pasqua e os franceses de Pâques.

Símbolos da Páscoa

As luzesvelas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os católicosapagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da PaixãoNa véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. Alfa Ômeganela gravadas querem dizer: “Deus é o princípio e o fim de tudo”. Ainda temos como símbolos:

Porque a Páscoa nunca cai no mesmo dia todo ano?

O dia da Páscoa é o primeiro domingo depois da Lua Cheia que ocorre no dia ou depois de 21 março (a data do equinócio). Entretanto, a data da Lua Cheia não é a real, mas a definida nas Tabelas Eclesiásticas(A igrejapara obter consistência na data da Páscoa decidiu, no Conselho de Nicea em 325 d.C, definir a Páscoa relacionada a uma Lua imaginária – conhecida como a “lua eclesiástica“).
A Quarta-Feira de Cinzas ocorre 46 dias antes da Páscoa, e portanto a Terça-Feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa. Esse é o período da quaresmaque começa na quarta-feira de cinzas. Com esta definição, a data da Páscoa pode ser determinada sem grande conhecimento astronômicoMas a seqüência de datas varia de ano para ano, sendo no mínimo em 22 de março e no máximo em 24 de abril, transformando a Páscoa numa festa “móvel”. De fato, a seqüência exata de datas da Páscoa repete-se aproximadamente em 5.700.000 anos no nosso calendário Gregoriano. Para os curiosos, olha aí as datas da Páscoa até o ano de 2010:

terça-feira, 19 de março de 2013

A misericórdia e o perdão de Deus


Jesus Cristo nos convida a fazer uma experiência com a misericórdia de Deus, com o perdão do Pai e alcançar a graça do perdão dos nossos pecados.
Como alcançar a misericórdia e o perdão de Deus?A Palavra de Deus hoje nos convida a fazer uma experiência com a misericórdia divina para alcançar o perdão dos nossos pecados. Porém, Jesus Cristo coloca uma condição para que sejamos perdoados: “Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados” (Lc 6, 37). Para sermos perdoados, precisamos perdoar de coração aqueles que nos ofenderam, que nos caluniaram, que nos fizeram sofrer. Porém, precisamos reconhecer que nem sempre é fácil perdoar as pessoas que nos feriram e também que nem sempre é fácil reconhecer que pecamos.
Para alcançarmos a misericórdia e o perdão de Deus, Jesus nos dá uma ordem: “Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36). Precisamos ser misericordiosos, ter compaixão daqueles que pecaram contra nós, dos nossos amigos, mas também dos nossos inimigos. Porém, como já dissemos, perdoar não é uma tarefa fácil, por isso, precisamos da graça de Deus. Para alcançar a graça de perdoar que nos feriu, temos uma grande intercessora que é a Virgem Maria. Clamando à Mãe do Senhor esta graça, certamente ela alcançará de seu Filho Jesus Cristo este dom que é sermos misericordiosos como o Pai é misericordioso.
Somente quando alcançamos a graça de perdoar que nos fez o mal, que nos ofendeu, estamos prontos para receber o perdão de nossas faltas. Para sermos perdoados, somos chamados também a pedir ao Senhor a sua misericórdia e o perdão dos nossos pecados. Porém, não basta somente pedir perdão, mas antes necessitamos de outra graça, que é o arrependimento pelas nossas faltas e o propósito de não mais cometer esses pecados. Nesse caso também podemos invocar a intercessão da Virgem Maria, pedindo a ela a graça do arrependimento sincero pelos nossos pecados e a graça de romper com essas faltas.
Nos coloquemos diante de Deus, pela intercessão de Nossa Senhora, clamando o perdão de nossas faltas, como fazia o Povo de Deus: “temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país” (Dn 9, 5-6). Como nossos pais na fé, conscientes dos nossos pecados, somos chamados ao arrependimento e a confissão.
Assim, com o auxílio da Virgem Maria, alcançaremos por Jesus Cristo, no Espírito Santo, a misericórdia do Pai. Nossa Senhora nos ajudará a sermos misericordiosos e a alcançar a misericórdia do Pai (cf. Lc 6, 36), a perdoar e a alcançar o perdão de Deus (cf. Lc 6, 37). Pois, da mesma forma como Maria esteve de pé junto a cruz de Jesus no momento do Seu sacrifício (cf. Jo 19, 25), da sua entrega pelos nossos pecados, ela continua junto do Filho intercedendo por nós. Nos coloquemos sob a proteção de Maria,consagrando-nos a ela, para alcançar o perdão e, um dia, mergulhar definitivamente na misericórdia do Senhor no Reino dos Céus.

quinta-feira, 14 de março de 2013

Habemus Papam Francisco 1



FRANCISCUS
13 de março de 2013

Annuntio vobis gaudium magnum;
habemus Papam:
Eminentissimum ac Reverendissimum Dominum,
Dominum Georgium Marium
Sanctae Romanae Ecclesiae Cardinalem Bergoglio
qui sibi nomen imposuit Franciscum
Franciscus
Felicitações ao Santo Padre
Bênção Apostólica "Urbi et Orbi":
Irmãos e irmãs, boa-noite!
Vós sabeis que o dever do Conclave era dar um Bispo a Roma. Parece que os meus irmãos Cardeais tenham ido buscá-lo quase ao fim do mundo… Eis-me aqui! Agradeço-vos o acolhimento: a comunidade diocesana de Roma tem o seu Bispo. Obrigado! E, antes de mais nada, quero fazer uma oração pelo nosso Bispo emérito Bento XVI. Rezemos todos juntos por ele, para que o Senhor o abençoe e Nossa Senhora o guarde.
[Recitação do Pai Nosso, Ave Maria e Glória ao Pai]
E agora iniciamos este caminho, Bispo e povo... este caminho da Igreja de Roma, que é aquela que preside a todas as Igrejas na caridade. Um caminho de fraternidade, de amor, de confiança entre nós. Rezemos sempre uns pelos outros. Rezemos por todo o mundo, para que haja uma grande fraternidade. Espero que este caminho de Igreja, que hoje começamos e no qual me ajudará o meu Cardeal Vigário, aqui presente, seja frutuoso para a evangelização desta cidade tão bela!
E agora quero dar a Bênção, mas antes… antes, peço-vos um favor: antes de o Bispo abençoar o povo, peço-vos que rezeis ao Senhor para que me abençoe a mim; é a oração do povo, pedindo a Bênção para o seu Bispo. Façamos em silêncio esta oração vossa por mim.
[…]
Agora dar-vos-ei a Bênção, a vós e a todo o mundo, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
[Bênção]
Irmãos e irmãs, tenho de vos deixar. Muito obrigado pelo acolhimento! Rezai por mim e até breve! Ver-nos-emos em breve: amanhã quero ir rezar aos pés de Nossa Senhora, para que guarde Roma inteira. Boa noite e bom descanso!